terça-feira, 23 de junho de 2015

                                                            EMBRIOLOGIA 
                             SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
                              SISTEMA REPRODUTOR FEMININO



      O Desenvolvimento Humano se inicia quando um ovócito (óvulo) de uma mulher é fertilizado por um espermatozóide do homem, uma única célula chamada Zigoto (gameta fem+gameta masc)  se transforma em um ser humano complexo multicelular. Costumam classificar as fases do Desenvolvimento Humano em Pré-natal antes do nascimento em que os médicos costumam dividir os 9 meses da gestação em três trimestres (o primeiro é o mais crítico pois é quando aparece o rudimento de todos os principais sistemas de órgãos, está mais vulnerável aos efeitos de fármacos, radiação e micróbios.) e pós-natal após o nascimento, com o início na Concepção que corresponderá a Fertilização. Alguns termos vocês devem saber o significado, vou resumir um pouco de cada um!
    Zigoto: ovócito+espermatozóide, início de um ser humano, é o óvulo fertilizado,  em torno de 12 à 24 hrs após a ovulação.
    Clivagem(Dica: lembrar de DIVISÃO) : Divisão por mitose que forma células-filhas chamadas BLASTÔMEROS APÓS 30 HORAS DA FERTILIZAÇÃO.
   Mórula
: Quando 12 ou mais blastômeros se formarem, essa bola de células se chamará Mórula. 3 DIAS APÓS FERTILIZAÇÃO(Sempre começa a contagem depois da fertilização)
  Blastocisto (DICA:  "BLASTO(de blastômeros)CISTO(de formar dentro do corpo)" : Chega na cavidade uterina, depois de algumas horas(NÃO É DE IMEDIATO) forma uma cavidade blastocística.
  Embrião: Células que dão origem ao Embrião, se chamam Massa Celular interna ou Embrioblasto. Da 3º até fim da 8º Semana após fertilização.
 Concepto: Produtos da Concepção ou Fertilização.
 Feto: Da Nona semana até o nascimento. Ocorre diferenciação, crescimento de tecidos e órgãos.
 Primórdio: Primeiro traço de um órgão ou estrutura, estágio de desenvolvimento mais precoce.
 Abortamento: Nascimento de um embrião ou feto antes que seja VIÁVEL( Se torna viável, quando consegue sobreviver fora do útero. A partir da 20º semana!)
 Abortos espontâneos: NATURALMENTE, Primeiras 12 semanas.
 Abortos eletivos: ILEGAIS. (sucção)
 Aborto Retido: RETIRADO o feto após a morte.
 Obs: Para ser considerado Aborto, tem que pesar menos que 500g, produtos de um abortamento. (OU SEJA, JÁ NÃO SE CHAMA FETO, E SIM O "ABORTO")
 Miscarriage: Interrupção da gravidez após 20º semanas, com expulsão espontânea dos produtos da concepção. (MAIS CONHECIDO COMO NASCIMENTO PREMATURO).
 obs: QUANDO ANALISAMOS O EMBRIÃO, FALAMOS DE CRANIAL, CAUDAL, VENTRAL E DORSAL. (LEMBRANDO DOS PLANOS ANATÔMICOS)


              Antes de começar a falar da Embriologia, precisamos saber como funciona o Sistema Reprodutor Masculino e Sistema Reprodutor Feminino, de forma resumida.  O Sistema Reprodutor Masculino consiste em Testículos que são as gônadas, glândulas ovais pares situadas no escroto, desenvolvem-se perto dos rins na parte POSTERIOR do Abdome, no final do 7º mês de desenvolvimento fetal, eles descem em direção ao escroto através de canais inguinais(VEJAM O QUE SÃO). A túnica serosa(parte mais superficial) é derivada do Peritônio(membrana serosa que recobre as paredes do abdome e a superfície dos órgãos digestivos) desce e o envolve parcialmente. Abaixo da túnica vaginal( VEJAM NA IMAGEM) tem a túnica albugínea (Tec. Conj. denso não modelado), cápsula fibrosa branca. Estende-se para dentro formando SEPTOS que dividem o testículo em compartimentos internos chamados LÓBULOS. Cada um dos 200-300 lóbulos contém de um a três túbulos muito espiralados, são os túbulos seminíferos contorcidos. AGORA vamos falar sobre o Escroto, eles sustentam os Testículos, e estão separados pelo Septo do Escroto, na parte superficial se vê a Rafe cutânea, a ordem é: Músculos dartos: Músculo liso
                                 Tela Subcutânea: Tec. Conj. Frouxo
                                 Fáscia(sempre envolve músculo) Espermática externa: Provém de fáscia do músculo oblíquo externo do abdome
                                 Músculo Cremaster: Músculo Estriado Esquelético, é a extensão do músculo oblíquo interno
                                 Túnica Vaginal: Serosa, ou seja, parte visceral (sempre estará mais perto do órgão) envolve testículo, epidídimo e início do Ducto Deferente. Parte parietal(sempre estará mais longe do órgão): representa a camada profunda do Escroto( lembre-se que abaixo dela estará a Túnica Albugínea dos Testículos)
                                Para produções normais de Espermatozoides, necessitam de uma temperatura abaixo da temperatura do corpo por isso, está fora da Cavidade Pélvica!
                               Se caso, a temperatura diminuísse o corpo reagiria da seguinte forma:
                               Os músculos Cremaster envolvendo os testículos se aproximam do corpo para absorver calor, e se a temperatura aumentar, os músculos Dartos vão fazer com que o Escroto fique enrugado para evitar a perda de Calor!
                              COMO OCORRE A GAMETOGÊNESE (FORMAÇÃO DE GAMETA) :
                             Formação de espermatozoide se chama Espermato"gênese"!

                              SEQUÊNCIA:

                             Túbulos Seminíferos contorcidos dos testículos ( CÉLULAS ESPERMATOGÊNICAS PRODUZEM ESPERMATOZÓIDES, CÉLULAS DE SERTOLI DÃO SUPORTE À ESPERMATOGÊNESE) ->  No início, as espermatogônias que se desenvolvem a partir de células germinativas primordiais do saco vitelino entram nos testículos durante a 5º Semana de Desenvolvimento, e lá que vão se Diferenciar em ESPERMATOGÔNIAS(OU SEJA, LÁ QUE VÃO SE TORNAR ATIVAS) Mas são inativas até a PUBERDADE! (Ao contrário das Mulheres!) -> Na Puberdade vão em direção ao lúmen do Túbulo Seminífero contorcido onde vai ocorrer ->  Espermatogônias (46,XY) -> Espermatócito primário (46, XY) -> Primeira Divisão Meiótica -> Espermatócitos Secundários cada um com 23 cromossomos, um X e o outro Y -> Segunda Divisão Meiótica-> 4 Espermátides cada uma com 23 cromossomos, dois X e dois Y -> Diferenciam em Espermatozoides( ESPERMIOGÊNESE- libera das células de Sertoli, o acrossomo se forma, o flagelo e mitocôndria, são liberados no lúmen do Túbulo Semínifero Contorcido.    
                            
obs: Nos espaços entre os Túbulos Seminíferos Contorcidos encontram-se aglomerações de células chamadas Células de Leydig ( SECRETAM TESTOSTERONA)
                         
                             CONTROLE  HORMONAL DOS TESTÍCULOS NA ORDEM:

                             Hipotálamo libera GnRH para estimular a Adeno-hipófise a liberar os hormônios gonadotrofos -> LH luteinizante responsável por estimular células de leydig a secretar testosterona (é formado a partir do Colesterol, é lipossolúvel) e ela mesma suprime a Secreção de LH.
                         FSH atua para estimular a Espermatogênese. FSH+ Testosterona -> Estimulam Células de Sertoli a secretar ABP(proteína que se liga nos androgênios) + Testosterona para estimular fases finais da Espermatogênese -> Células de Sertoli secretam INIBINA para inibir o FSH.
                         A função da Testosterona e da Di-hidrotestosterona (forma mais potente) é para desenvolver fase pré-natal, ductos genitais masculinos, descida dos testículos, ESTROGÊNIOS(desenvolve regiões do encéfalo nos homens), desenvolvem características sexuais masculinas, função sexual, estimula o anabolismo e síntese protéica ( homens tem mais músculo!!)
                    
                          ORDEM DE DUCTOS DO SISTEMA GENITAL MASCULINO (ANATOMIA):
                     
                          Líquido secretado pelas células de Sertoli fazem pressão e empurram os espermatozoides para túbulos seminíferos -> túbulos seminíferos retos -> rede do testículo -> dúctulos eferentes -> epidídimo (revestido por epitélio  colunar pseudoestratificado com esteriocílios e envolto por músculo liso, esses esteriocílios reabsorvem espermatozoides degenerados, pois o epidídimo tem a função de armazenar e amadurecer os espermatozoides )  -> ducto do epidídimo -> Ducto Deferente, ducto do epidídimo menos espiralado e com o diâmetro maior -> passa pela margem posterior do epidídimo, funículo espermático, entra na cavidade pélvica, faz curva sobre o ureter e abaixo da face posterior da bexiga urinária, parte terminal do Ducto Deferente se chama Ampola -> DUCTOS EJACULATÓRIOS CORRESPONDE EM: Ducto Deferente+Ducto da Glândula Seminal -> Uretra parte prostática( próstata), parte membranácea (músculos do períneo), parte esponjosa ( pênis), óstio externo da uretra.
                    Glândulas Sexuais Acessórias: são a porção líquida do Sêmen
      
                     Glândula ou Vesículas Seminais: 60% do volume do sêmen, viscoso alcalino( para neutralizar o ambiente acidífero da uretra e do sistema genital feminio), contém frutose( para o espermatozoide produzir ATP) , prostaglandinas (dar motilidade e viabilidade ao espermatozoide), proteínas de coagulação (para coagular o sêmen após a ejaculação)
                     Próstata: Líquido leitoso, ligeiramente acidífero, é 25 % do volume, ácido cítrico ( espermatozoide produzir ATP via ciclo de Krebs) enzimas proteolíticas ( decompor coágulo da vesícula seminal), fosfatase ácida ( função desconhecida), seminalplasmina (antibiótico, motibilidade, motilidade).
                     Glândulas bulbouretrais: 15% volume, líquido alcalino na uretra durante excitação, neutraliza, secreta muco pra lubrificar a extremidade do pênis.
                    Sêmen: Espermatozoides + Líquido Seminal. O homem é considerado infértil se o Sêmen for inferior ou igual à 20 milhões/mL . ph Alcalino - 7,2 a 7,7. Em 5 minutos coagula, de 10 a 20 minutos se torna líquida.
                    Pênis: Via de passagem para ejaculação do sêmen, e excreção da urina. Ordem: corpo do pênis ( três massas de tecidos envolvidos por tecido fibroso que é a túnica albugínea, corpo esponjoso e corpo cavernoso) -> tecido erétil envolve as três massas e contém seios sanguíneos, músculo liso, tec. conj. elástico -> Glande -> coroa da glande -> óstio externo da uretra -> prepúcio
  / raiz do pênis  tem o bulbo do pênis com músculo bulboesponjoso. 2 ligamentos no Pênis: Fundiforme e Suspensor do Pênis.

               ESTIMULAÇÃO SEXUAL MASCULINA: sequência
              
              Fibras parassimpáticas ->iniciam e mantém a ereção ->liberam e provocam liberação local de Óxido Nítrico que faz vasodilatação local -> EREÇÃO
             Ejaculação (antes já ocorre a EMISSÃO)-> reflexo Simpático-> músculo liso do esfíncter da beixa urinária se fecha -> músculos se contraem.


             Sistema Reprodutor Feminino:   
           
             Ovário. Tubas Uterinas, útero, vagina.
             O ovário consiste me epitélio simples cúbico -> túnica albugínea que é tecido conjuntivo denso -> córtex do ovário com folículos ovarianos, e cada folículo ovariano possui um ovócito ou oócito que é célula germinativa epitelial imatura, envolvida por células circundantes que o nutrem e secretam Estrógeno a medida que o folículo vai crescendo -> Se torna adulto (de Graaf) cheio de líquido e se prepara para expelir o oócito secundário -> Corpo Lúteo produz progesterona, estrógeno até se degenerar em tecido fibroso chamado Corpo Albicans. A medula do Ovário é Tecido Conjuntivo Frouxo.
           Tubas Uterinas -> Oócito do ovário vai até o útero, o infundíbulo e fímbrias na ovulação sugam o oócito secundário. Possui epitélio simples colunasr ciliado, e não-ciliado com microvilosidades, ele nutre óvulo na Ampola que é o local da FERTILIZAÇÃO.
           Útero -> Passagem para espermatozoides, local de implantação do óvulo fertilizado, desenvolvimento do feto, trabalho de parto. Se não ocorrer implantação, é fonte de fluxo menstrual. As camadas são: Miométrio (intermediária), Endométrio (mais interna e mais delgada). Possui ligamento largo, retouterino, transverso do colo e redondos.As três camas de músculo, o miométrio é responsável pelas contrações no parto pela influência do hormônio Oxitocina, é a camada mais espessa. O endométrio é a camada do estrato funcional que sai no fluxo menstrual onde possui arteríolas espirais.
           Vagina-> Vai até o Colo do útero, receptáculo do pênis, saída do fluxo menstrual e passagem para o feto. Está entre a Bexiga Urinária e Reto, e possui Epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado( se não tem queratina é porque não tem risco iminente de traumas, locais onde possuem queratina são locais com risco iminente de traumas).  Ambiente acidífero retarda o desenvolvimento microbiano e evita o espermatozoide, mas os líquidos do sêmen ajuda o espermatozoide. Na ovulação, ambiente está mais favorável (menos viscoso e mais alcalino).

          OOGÊNESE -> NÃO INICIA NA PUBERDADE, E SIM ANTES DO NASCIMENTO!  ORDEM:

No início do desenvolvimento fetal células germinativas primordiais(primitivas) migram do endoderma do saco vitelino para os ovários e se diferenciam em oogônias  que são células-tronco 2n -> oócito primário são maiores -> prófase da meiose I e vai se completar na PUBERDADE -> Na puberdade completa-se a Meiose I, e forma primeiro corpo polar(sem função) e um oócito secundário parando na metáfase II da Meiose II, que só irá se completar se houver fertilização.

          CICLO REPRODUTIVO FEMININO -> SEQUÊNCIA ->
HIPOTÁLAMO LIBERA GnRH para estimular a Adeno-hipófise a liberar FSH que inicia o desenvolvimento folicular e o LH que libera androgênios, e o FSH se junta a eles para formar Estrogênios. LH promove a ovulação, desenvolvimento do corpo lúteo que vai secretar progesterona, estrogênio, relaxina que relaxa o útero, e inibina que inibe o FSH e um pouco o LH.
        CICLO DE 28 DIAS :  1 A 4 : FASE MENSTRUAL, marca o início do ciclo, camada funcional da parede uterina é descamada e expelida, dura de intervalos de 28 dias -> Fase proliferativa, em que o estrógeno prolifera o endométrio funcional -> Fase Secretora em que dura 13 dias, tecido conjuntivo fica edematoso com líquido intersticial, se prepara para o embrião. -> Fase isquêmica é quando não ocorre fertilização, e o sangue exsuda, pela diminuição dos hormônios.
       ORDEM DO CICLO OVARIANO ->  Folículo Primordial -> Folículo Primário -> Folículo Secundário -> Folículo Maduro ou de Graaf -> Ovulação -> Corpo Lúteo -> Corpo Albicante -> Folículo Primordial e assim vai.
      Se a Fertilização OCORRER, o Corpo Lúteo ficará em 2 semanas e será salvo pelo hormônio gonadotrófico coriônico humando (HCG) no 8º dia pelo córion do Embrião.


                      
EMBRIOLOGIA - PRIMEIRA SEMANA DE DESENVOLVIMENTO

Fertilização 
-> 12 a 24 horas após a ovulação, os espermatozódes ficam viáveis em até 48 horas e o óvulo fica viável em 24 horas -> Espermatozoides nadam para o colo do útero por movimentos de sua cauda(flagelo), prostaglandina presente no sêmen auxilia sua motilidade -> nas tubas uterinas passam por um processo de CAPACITAÇÃO em que o espermatozoide se torna mais vigoroso para penetrar no oócito secundário, que deve penetrar a coroa radiada e zona pelúcida. O acrossomo do espermatozoide possui várias enzimas para penetrar nas camadas do oócito secundário -> No oócito secundário tem a ZP3 uma glicoproteína receptora para espermatozoide, e assim que entra em contato com ele bloqueia a polispermia ou seja, a fertilização ocorre com apenas 1 espermatozoide -> Assim que o espermatozoide penetra no oócito secundário, este vai completar sua meiose II, e se tornar maduro -> formam pró núcleo feminino e masculino, se unem formando o ZIGOTO diploide com 46 cromossomos.
OBS: gêmeos dizigóticos são sempre geneticamente diferentes, 2 oócitos secundários fazem duas fertilizações. Gêmeos monozigóticos, o mesmo óvulo fertilizado e separa em 2 embriões , mesmo sexo, e mesmo material genético.

                    CLIVAGEM DO ZIGOTO: Divisão mitótica do zigoto que começa em 24 horas após a fertilização e se completa em 6 horas mais tarde = 30 horas no total!!
                    BLASTÔMEROS -> MÓRULA 12 A 16 CÉLULAS  E FIM DO 3º DIA!
                    FIM DO 4º DIA -> NÚMERO DE CÉLULAS DA MÓRULA AUMENTAM A MEDIDA QUE SE MOVEM PARA CAVIDADE UTERINA, NO 4º OU 5º DIA. (Líquido da cavidade uterina fornece nutrientes) -> ASSIM QUE SE COMPLETA 32º CÉLULAS O LÍQUIDO ENTRA NA MÓRULA, AGRUPA OS BLASTÔMEROS E FORMA A CAVIDADE DO BLASTOCISTO OU BLASTOCELE, A MASSA SE CHAMA BLASTOCISTO -> NO BLASTOCISTO TERÁ O EMBRIOBLASTO OU MASSA CELULAR INTERNA QUE SERÁ O EMBRIÃO FUTURAMENTE, O TROFOBLASTO OU SACO CORIÔNICO QUE SERÁ LOCAL DE TROCA DE NUTRIENTES ENTRE MÃE E FETO.  
                    IMPLANTAÇÃO: O blastocisto fica 2 dias na cavidade uterina antes de se implantar, se implanta no 6º dia! No 7º dia glândulas do endométrio aumentam, tem maior vascularização.

                    SEGUNDA SEMANA DE DESENVOLVIMENTO (indício de gravidez pode ser detectada pelo EPF no soro e LCG na urina ou ultra-sonografia na terceira semana.

                     Em 8 Dias após a Fertilização, o Trofoblasto( ele secreta HCG, para impedir degeneração do corpo lúteo, e continuar a secreção dos hormônios. Só na 9º Semana que a Placenta produzirá os próprios hormônios) se divide em sinciciotrofoblasto(no endométrio) e citotrofoblasto ( cito-célula, lembra que está em volta do embrião).  Desenvolvimento do Disco Embrionário Bilaminado ocorre da seguinte forma-> As células da Massa Celular interna se divide em EPIBLASTO(ECTODERMA PRIMITIVO) dentro tem a cavidade amniótica com âmnio e HIPOBLASTO tem a membrana exocelômica, cavidade que será o Saco Vitelino( ENDODERMA PRIMITIVO) .
                   SINUSOIDES  NO 9º DIA -> BLASTOCISTO COMPLETAMENTE ENGASTADO NO ENDOMÉTRIO -> O SINCICIOTROFOBLASTO COMEÇA A FORMAR LACUNAS E NO 12º DIA ELAS SE FUNDEM, E SE TORNAM SINUSOIDES MATERNOS, NUTRE O EMBRIÃO -> NO 12º DIA FORMA-SE O MESODERMA EXTRAEMBRIONÁRIO, QUE DERIVA DO SACO VITELINO, FORMA O MESÊNQUIMA(TEC CONJUNTIVO DO EMBRIÃO) ENVOLVE O ÂMNIO E O SACO VITELINO, FORMA UMA CAVIDADE NO SEU INTERIOR CHAMADA CELOMA EXTRAEMBRIONÁRIO ->  CÓRION É A UNIÃO DE MESODERMA EXTRAEMBRIONÁRIO + SINCICIOTROFOBLASTO+ CITOTROFOBLASTO, SERÁ A PLACENTA, E FINALMENTE PRODUZ OS PRÓPRIOS HORMÔNIOS ->  O DISCO BILAMINADO VAI FICAR UNIDO COM O TROFOBLASTO, VAI FORMAR O PEDÍCULO DO EMBRIÃO QUE SERÁ O FUTURO CORDÃO UMBILICAL -> FORMA A PLACA PRÉ CORDAL, QUE SERÁ A FUTURA BOCA.

                
TERCEIRA SEMANA DE DESENVOLVIMENTO se inicia no 14º dia, se segue na ausência de Menstruação.

                  
É a Base para o desenvolvimento dos órgãos.
                  GASTRULAÇÃO -> DISCO BILAMINADO EM DISCO TRILAMINADO PORQUE FORMAM AS CAMADAS GERMINATIVAS: ECTODERMA, MESODERMA E ENDODERMA.
                   Pra entender essa fase primeiro olhe a imagem :

 




  • O processo de Gastrulação a partir da 3ª semana
Vimos que na segunda semana foi formado o disco embrionário com epiblasto e hipoblasto, separando as cavidades amniótica e vitelina. Agora veremos como apenas o epiblasto consegue, através de diversas diferenciações e movimentações, gerar os três folhetos embrionários – substituindo o disco bilaminar por um novo disco embrionário trilaminar.
Tudo começa com a movimentação e concentração das células do epiblasto na direção axial do pedículo (formando uma linha desde o pedículo até o centro do disco embrionário).  Com o crescente acúmulo dessas células nessa região mais central, é formada uma linha, que vai engrossando – a chamada linha primitiva, que termina no nó primitivo (mais ou menos no centro do disco embrionário, na extremidade cefálica da linha; também chamado Nó de Hensel). Na região central do complexo de linha/nó primitivos, começam a ocorrer processos de invaginação, que formam o sulco e a fosseta primitivos. Esse processo de invaginação se dá por meio de alterações citoesqueléticas que levam a estreitamentos na parte apical das células, afunilando-as e invaginando a camada de células em direção ao hipoblasto. Com grande atividade mitótica, essas células se proliferam e começam a se soltar do complexo de sulco/fosseta primitivos em direção ao hipoblasto:

Complexo de linha primitiva - invaginações
Primeiramente, as células da fosseta primitiva (de caráter mesenquimal/amebóide), se fusionam ao hipoblasto e terminam por “expremê-lo”, empurrando-o para a periferia e substituindo-o completamente. Essa nova camada celular é chamada de endoderma intra-embrionário.

DIsco Embrionário Trilaminar.
Posteriormente, as células do sulco primitivo se soltam e começam a preencher o espaço entre o antigo hipoblasto (agora endoderma) e o restante do epiblasto, agora denominado ectoderma intraembrionário. As células que se desprendem e “preenchem” o espaço entre o endoderma e o ectoderma é chamada de mesoderma intra-embrionário. Está formado o disco embrionário trilaminar.
Apenas dois pontos entre o endoderma e o ectoderma não são preenchidos por mesoderma (são os locais por onde se seguram os pães do sanduíche – endo e ectoderma – e a maionese, o mesoderma, não preenche): as membranas bucofaríngea (cefálica) e cloacal (caudal).
Proveniente da proliferação da fosseta primitiva, um grupo de células cresce cranialmente por entre o mesoderma intra-embrionário e ocupa sua parte central: é o processo notocordal, que gera a notocorda (por uma série de mecanismos complicados que ele não explicou em sala; tem no Moore para os mais curiosos). A notocorda é uma estrutura responsável pela indução da formação de diversas estruturas relacionadas com o sistema nervoso central, com o arcabouço do endoesqueleto, etc. Por se localizar no centro da lâmina do mesoderma intra-embrionário, é chamada de mesoderma axial – o restante de mesoderma é carinhosamente chamado de mesoderma lateral, e este vai se expandindo até substituir o mesoderma EE.
Chegamos no fim da 3ª semana com a radical mudança do disco embrionário bilaminar, formado por epiblasto e hipoblasto, ser completamente substituído pelo novo disco embrionário trilaminar, todo originado do epiblasto e de suas alterações que culminaram no complexo de linha primitiva. Há a substituição do hipoblasto por endoderma IE, há a “transformação” (é mais uma mudança de nome do que de estruturas) do epiblasto em ectoderma IE e há o preenchimento do espaço entre esses dois tecidos pelo mesoderma IE, que substitui todo o mesoderma EE e comporta, no seu interior, a notocorda. Passemos então para o próximo processo, a neurulação – tendo em mente que a gastrulação continua, especialmente no mesoderma IE.
  • O processo de Neurulação
Do fim da 3ª semana ao fim da 4ª semana, visualizamos no embrião modificações importantíssimas que levam à formação primitiva do SNC. A notocorda é a principal responsável pela diferenciação das células ectodérmicas que ficam na sua proximidade, formando um espessamento ectodérmico na região logo acima da notocorda – chamada Placa Neural ( também chamada de neuroectoderma; ou Planeural, pra quem copiou diretamente do quadro do professor). A presença da notocorda é vital para a o processo de Neurulação – sem a notocorda não há a diferenciação da placa neural e as células ectodérmicas formam epiderme.Além disso, é necessária a ação notocordal no período certo, pois há um certo princípio de temporalidade nos processos embriológicos – cada coisa deve acontecer na hora certa, no local certo.
Existem duas teorias que explicam essas alterações  mediadas pela influência da notocorda: a  Teoria Clássica fala na indução através de substâncias secretadas pela notocorda, como a nogina e a cordina; e a Teoria Moderna que se fundamenta na inibição da proteína mesodérmica BMP4 (Proteína Formadora de Osso) pela notocorda, impedindo a ligação desta com os receptores no ectoderma, visto que ela é epidermizante. Independente de qual teoria seja a certa – ou que o certo seja algo entre as duas – , o importante é que sem a notocorda o processo não ocorre. E ocorrendo, vamos nos atentar para as mudanças geradas pela influência notocordal; em especial na região cefálica, em que a notocorda influencia na formação das estruturas encefálicas, anatomicamente bem distintas da região mais estreita que gerará a medula espinhal.
Surge na região de interface entre Placa Neural e ectoderma cutâneo, por influência desses próprios tecidos, uma população de células denominada crista neural (chega a ser chamada, por alguns autores, de 4º folheto embrionário). Por invaginação da parte central da placa neural (ponto de articulação medial) , forma-se o sulco neural – sendo que suas bordas, formadas pela interface placa neural/crista neural/ectoderma, são chamadas pregas neurais, e são responsáveis pelo fechamento do sulco neural: à medida em que este vai invaginando, as pregas neurais vão se aproximando (pontos de articulação dorso-laterais) e fechando esse sulco, separando o neuroectoderma do ectoderma cutâneo. A separação se dá por estruturas celulares próprias de cada tecido (como as N-caderinas e as N-CAM’s do tubo neural e as E-caderinas do ectoderma cutâneo).
O neuroectoderma se organiza agora num tubo neural, que vai se fechando cranial e caudalmente à partir da região do pescoço embrionário – as aberturas que estão em contato com a cavidade vitelínica são os neuróporos, até seu momento de fechamento (caso não ocorra o fechamento, pode ocorrer a anencefalia ou problemas medulares).
As células da crista neural, além da formação do tubo neural, são responsáveis pela formação do mesênquima, que migra para diversas partes do corpo e se diferencia em uma ampla gama celular e tecidual.
O tubo neural induz a formação, nas regiões do telencéfalo, diencéfalo e mesencéfalo/metencéfalo, de espessamentos ectodérmicos que desenvolvem especializações sensoriais. Essas estruturas pares são chamadas de placódios, e são olfatórios, cristalinianos ou ótico.
A notocorda, no adulto, forma o núcleo pulposo das vértebras da coluna espinhal.
Vimos as principais alterações ectodérmicas responsáveis pela formação do SNC primitivo embrionário. Agora vejamos as alterações mesodérmicas durante a neurulação, responsáveis pela formação de esboços de distintos sistemas funcionais, como o cardiogênico, o urogenital, etc.
  • Alterações no mesoderma
Algo a se comentar, não só a nível mesodérmico, mas também como já visto a nível ectodérmico, a tendência marcante da diferenciação é sempre começar a nível mais cranial e terminar mais caudal. Fica o lembrete (porque “fica a dica” fica estranho).
Do centro para a periferia, o mesoderma IE se diferencia inicialmente em mesoderma paraxial, intermédio (também chamado pedículo) e mesoderma da lâmina lateral.
– Mesoderma Paraxial
Constituído de células mesenquimais ( de mesênquima primário, que mantêm sua polaridade basal-apical desde seu desprendimento do sulco primitivo, favorecendo a formação de tecidos com aspecto epitelial), o mesoderma paraxial se condensa cada vez mais em estruturas de aspecto epitelial, com constrições metaméricas, denominadas somitômeros. Com o desenvolvimento, os somitômeros (um a cada lado do tubo neural) vão se dividindo em somitos. E é a relação dos somitos com seus tecidos circunvizinhos (notocorda, tubo neural e folhetos embrionários) que leva à diferenciação de suas células: na região ventro-medial, é formado o esclerótomo (que formará o molde cartilaginoso da coluna vertebral); na região dorsal é formado o dermomiótomo, constituído de um dermatomo (responsável pela derme proximal) ladeado de um miótomo medial (músculos axiais) e um miótomo lateral (músculos dos membros e da parede do corpo).
Após a formação dos somitos, eles começam a se desfazer e “seguir” os fatores influenciadores de diferenciação para a região do corpo em que forem se fixar. Os esclerótomos, por exemplo, permanecem ladeando o tubo neural. Os miótomos laterais, por outro lado, dirigem-se aos membros e à parede do corpo – tudo a seu tempo. Esse “desfazimento” dos somitos se dá a partir da perda da membrana basal das células e a volta à forma mesenquimal (mesênquima secundário, sem polaridade).
– Mesoderma Intermédio ( ou pedículo)
Não muito especificado pelo professor, apenas vimos que é importante na formação do sistema urogenital. A estrutura inicial desse sistema é o par de cordões nefrogênicos que ladeiam os somitos e dão origem aos rins embrionários – o pronefros, o mesonefros (que será o rim definitivo) e o metanefros.
– Mesoderma da Lâmina Lateral
Sofre processo de cavitação, formando o Celoma Intra-Embrionário, que está inicialmente em contato com o Celoma Extra-Embrionário. Os folhetos do mesoderma da Lâmina Lateral separados pelo Celoma IE são a somatopleura e a esplancnopleura, revestindo todo o celoma. Esse celoma, na região mais cefálica à membrana bucofaríngea, formará a cavidade pericárdica, envolvida pelos folhetos do mesoderma (futuro pericárdio).
** Mesoderma Cardiogênico
Na região mais cefálica, por desprendimento de células endodérmicas, é formado um mesoderma especial, chamado mesoderma cardiogênico, que será responsável por formar o coração e os principais vasos centrais. O mesoderma cardiogênico será envolvido pelo celoma IE e pelos folhetos do mesoderma da lâmina lateral, formando assim a cavidade pericárdica e o pericárdio.
  • O crescimento do embrião para a cavidade vitelínica e seus dobramentos
Com o crescimento céfalo-caudal do tubo neural (e estruturas adjancentes, como os somitos), o embrião vai se dobrando e invadindo a cavidade amniótica. A membrana buco-faríngea e o mesoderma cardiogênico, antes mais cefálicos, agora vão se dobrando ventralmente em relação ao encéfalo.
Os recessos de endoderma formados pelos dobramentos embrionários cefálico e caudal formam pregas endodérmicas na cavidade vitelínica, chamados intestinos primitivos anterior e posterior; o restante da cavidade vitelínica entre essas duas pregas é chamado intestino primitivo médio.
Com o contínuo crescimento e dobramento, surgem as partes mais protuberantes anteriormente e ventralmente, que são as proeminências cefélica e cardíaca, respectivamente, separadas pela dobra chamada Estomodeo – antiga membrana buco-faríngea.
O fundo do intestino primitivo posterior é a cloaca, delimitada pela membrana cloacal. O intestino primitivo posterior cresce e se dobra ventralmente, envolvendo inclusive o alantóide – anexo embrionário ligado ao intestino primitivo responsável pelo armazenamento de excretas e pela comunicação com o meio externo.
O contínuo e acelerado crescimento do embrião para dentro da cavidade amniótica leva ao envolvimento do próprio embrião pelo Âmnio, que vai “expremendo” a cavidade vitelínica, separando-se a cavidade vitelínica do intestino primitivo médio. Uma pequena estrutura cordonal ainda une ambas as cavidades (pedículo vitelínico) , além de unir os celomas IE e EE, que são isolados quando há a fusão da esplancnopleura da cavidade vitelínica com a somatopleura do Âmnio. À junção dessas estruturas (pedículo, esplancnopleura e somatopleura fusionadas) dá-se o nome de cordão umbilical – aí já estamos no final da 8ª semana de desenvolvimento.

 PATOLOGIAS ->
Amelia – ausência de membros
Meromelia: formação parcial de parte dos membros
Ciromelia: a não separação dos brotos dos membros superiores
Sindactilia: quando não há ruptura da membrana que recobre os dedos, nãoformando os espaços entre eles.
Amelia Unilateral: ausência do membro em um dos lados do coração

TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 12ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

GOSS, Charles Mayo. Gray Anatomia. 29ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1988.





Nenhum comentário:

Postar um comentário