segunda-feira, 17 de agosto de 2015



O Aparelho Faríngeo

   As regiões de cabeça e pescoço de um embrião humano de 4 semanas, se assemelha ao do Peixe dessa forma o nome antigo era Aparelho Branquial. O Aparelho Branquial se desenvolve nos humanos, contudo não forma as Guelras dos Peixes. 
   O Aparelho Faríngeo é constituído por : Arcos Faríngeos, Bolsas Faríngeas, Sulcos Faríngeos e Membranas Faríngeas. Serão as regiões futuras da cabeça e pescoço, e as anomalias congênitas origina nessa fase de desenvolvimento.  
    O Período Embrionário é de quarta a oitava semana: Onde os folhetos embrionários vão se desenvolver em tecidos e órgãos.
    Ectoderma (dá origem à epiderme, SNC e SNP, olho, orelha interna e tecidos conjuntivos da cabeça como células da crista neural, esmalte dentário)  Mesoderma( Células mesenquimais(tecido conjuntivo do embrião, músculos esqueléticos, células sanguíneas e ao revestimento dos vasos sanguíneos, músculo liso visceral, revestimento seroso das cavidades do corpo) e Endoderma (revestimentos epiteliais do sist. Respiratório, trato gastrointestinal, e glândulas desses sistemas).

   A maioria dos sistemas esqueléticos origina-se de células mesenquimais derivadas do mesoderma, algumas também se originam do ectoderma através das células da crista neural. O jeito que as células formam os ossos é através do seu condensamento, que após isso irá se transformar em modelo para o osso se desenvolver. Em alguns casos, o osso se forma dentro do mesênquima por ossificação intramembranácea, em outros casos se formam a partir da cartilagem hialina derivada das células mesenquimais por ossificação endocondral. Os ossos do crânio são formados a partir da quarta semana, a partir do mesênquima em volta do encéfalo. Consiste em duas partes principais:
Neurocrânio(derivado do mesoderma)- Ele protege o SNC, que é o encéfalo. Constituído pela calvária ou calota craniana e pela base do crânio. Possui oito ossos. Viscerocrânio(derivado do ectoderma) está na porção anterior e base do crânio, constituído por 21 ossos.

  Resumindo como ocorre a ossificação das duas partes:

  Viscerocrânio é dividido em parte membranácea que faz ossificação intramembranosa, e forma ossos da face. E parte cartilagínea que forma ossificação endocondral e forma ossos da orelha e hioide.
  Neurocrânio é dividido em parte membranácea que faz ossificação intramembranosa e forma os ossos planos do teto e lados do crânio, enquanto na ossificação endocondral forma os ossos da base do crânio.

   Arcos Faríngeos

  
Início: No início da 4º Semana. Retornando a quarta semana os principais eventos são: No começo o embrião é quase reto, com 4 a 12 somitos produzindo elevações na superfície depois o tubo neural se forma em frente a eles, mas é amplamente aberto nos neuroporos rostral (anterior) e caudal (posterior). Com 24 dias arcos faríngeos visíveis, embrião encurvado por causa das pregas cefálicas e caudal, coração uma saliência ventral e bombeia sangue, em 26 dias três pares de arcos faríngeos já são visíveis, neuroporo rostral se fechou, encéfalo anterior torna-se saliente que lhe dá uma curvatura em C. Em 26 a 27 dias, brotos do membro superior, fossetas óticas, placóides do cristalino, quarto par de arcos faríngeos e brotos dos membros inferiores no final da quarta semana.

  Como ocorre? Células da Crista Neural migram para a futura região de cabeça e pescoço.

   O primeiro par de arcos faríngeos aparecem como elevações superficiais laterais da faringe em desenvolvimento, logo aparecem outros arcos como cristas arredondadas dispostas obliquamente a cada lado da futura região de cabeça e pescoço. Ao final da quarta semana, quatro pares de arcos faríngeos são visíveis externamente, o quinto e sexto são rudimentares e não visíveis.
  Primeiro arco faríngeo ou Arco Mandibular: Se separa em duas saliências:  A saliência maxilar é menor e  dará origem ao osso da maxila, osso zigomático, porção escamosa do vômer,  porção do osso temporal. A saliência mandibular é maior e dará origem a mandíbula, e a parte proximal da mandíbula ao osso temporal escamoso.
  O segundo arco faríngeo contribui junto com o terceiro e quarto arcos na formação do osso Hioide.

   Os arcos faríngeos estão lateralmente à faringe primitiva, e essa faringe é derivada da parte cefálica do intestino anterior. A boca primitiva ou estomodeu aparece inicialmente como uma depressão supercial do ectoderma primitivo. E ela está dividida da Faringe por uma membrana bilaminar denominada Membrana bucofaríngea (essa membrana divide a região da boca e a faringe, ela é externamente ectoderma e internamente endoderma). Em 26 dias essa membrana se rompe, e faz a comunicação da faringe e intestino anterior com a cavidade amniótica.
 
   Componentes dos Arcos Faríngeos:

    Primeiramente, cada arco faríngeo é constituído por um eixo de mesênquima que é o tecido conjuntivo do embrião. Externamente tem o ectoderma e internamente o endoderma. Durante a terceira semana o mesênquima original é derivado do mesoderma, mas durante a quarta semana a maior parte do mesênquima é derivado das células da crista neural, e é sua migração e diferenciação em mesênquima que formará as saliências do primeiro arco faríngeo, além de todo o tecido conjuntivo incluindo a derme e músculo liso. Ao mesmo tempo que as células da crista neural migram para os arcos faríngeos, o mesoderma miogênico migra e forma o primórdio do músculo. Células endoteliais derivam tanto do mesoderma quanto de angioblastos. Componentes de um típico arco faríngeo: Artéria do arco faríngeo, bastonete cartilaginoso, componente muscular, nervos sensores e motores.

        Destino dos Arcos faríngeos: Contribuem para a formação da face, cavidades nasais, boca, laringe, faringe e pescoço. Durante a quinta semana, o segundo arco faríngeo aumenta e recobre o terceiro e quarto formando uma depressão ectodérmica chamada Seio Cervical. E ao final da sétima semana, sulcos faríngeos do segundo ao quarto arcos, e o seio cervical desaparecem tornando o pescoço liso.

       Primeiro Arco Faríngeo :
 Extremidade dorsal da cartilagem do primeiro arco faríngeo (cartilagem de Meckel) forma ossículos da orelha média: MARTELO E BIGORNA, porção média da cartilagem regride mas seu pericôndrio(membrana) forma dois ligamentos: ligamento anterior do martelo, e ligamento esfenomandibular, e a parte ventral da cartilagem vai lateralmente formando a mandíbula por ossificação intramembranosa. Componentes musculares do primeiro Arco Faríngeo são os músculos da mastigação (pterigoides lateral e medial, masseter, temporal, milo-hioideo, ventre anterior do digástrico, tensor do tímpano, tensor do véu do palato. Os nervos eferentes cranianos inervam os músculos derivados dos arcos, os nervos que inervam os músculos do primeiro arco são os Nervos V ou Nervo Trigêmeo (ramos caudais maxilar e mandibular). Esse nervo trigêmeo é o principal nervo motor da mastigação, e sensitivo da face, dentes, membranas mucosas das cavidades nasais, palato, boca e língua.

    Segundo Arco Faríngeo :
   Cartilagem independente se origina próxima a extremidade dorsal da cartilagem do segundo arco faríngeo (cartilagem de Reichert). Se ossifica para formar ESTRIBO da orelha média, processo estiloide do osso temporal, a parte da cartilagem entre o processo estiloide e o osso hioide se regride e o pericôndrio forma o ligamento estilohioideo. A extremidade ventral se ossifica e forma o corno menor do hioide, porção superior do corpo do osso hioide. A musculatura do segundo arco faríngeo forma o estapédio, o estiloioideo, ventre posterior do digástrico, auricular e músculos da expressão facial (Bucinador auricular, frontal, plastima, orbicular dos lábios e orbicular dos olhos). Nervo que inerva é o sétimo nervo craniano, o nervo Facial.  

  Terceiro Arco Faríngeo:

  Cartilagem localizada na porção ventral do arco ossifica-se formando o corno maior, parte inferior do corpo do osso hioide. A musculatura forma o estilofaríngeo, o nervo é o nono chamado Glossofaríngeo.

   Quarta e Sexto Arcos Faríngeos (o quinto está ausente, quando presente é rudimentar.)  

    Cartilagens se fundem para formar cartilagens laríngeas( tireoide, cricoide, aritenoide, corniculada e cuneiforme), exceto a epiglote. A cartilagem da epiglote se desenvolve a partir do mesênquima da Saliência hipofaríngea(está no assoalho da faringe derivada do terceiro e quarto arcos faríngeos). A musculatura do quarto arco faríngeo forma o cricotireoideo, elevador do véu palatino, constritores da faringe. A musculatura do sexto arco faríngeo forma os músculos intrínsecos da laringe. E os músculos estriados do esôfago também deriva desses arcos. Os nervos cranianos que inervam o quarto arco faríngeo é o ramo laríngeo superior do nervo vago (X), o sexto pelo ramo laríngeo recorrente.

      Bolsas Faríngeas


     A faringe primitiva é derivada do intestino anterior e alarga-se cefalicamente onde se encontra com a boca primitiva ou estomodeu e estreita-se caudalmente onde se liga com o esôfago. O endoderma da faringe reveste as superfícies internas dos arcos faríngeos, e ao entrar entre os arcos forma-se as Bolsas Faríngeas. Então na parte externa dos arcos tem os Sulcos Faríngeos(ectoderma) dividindo eles, e na parte interna tem as bolsas faríngeas. Quando as bolsas faríngeas e os sulcos se encontram formam as Membranas Faríngeas que separam as bolsas dos sulcos faríngeos.

   Primeira Bolsa Faríngea: Ela se expande para formar um recesso alongado, recesso tubotimpânico, ao entrar em contato com o sulco faríngeo forma a membrana timpânica. A cavidade do recesso tubotimpânico dá origem à cavidade timpânica e ao antro mastoideo. A conexão do recesso tubotimpânico com a faringe se alonga e forma a tuba faringotimpânica (tuba auditiva).

  Segunda Bolsa Faríngea:  Em ordem de desenvolvimento é endoderma da segunda bolsa prolifera e penetra no mesênquima subjacente – parte central desses brotos se fragmentam formando criptas tonsilares que são depressões digitiformes – endoderma é o epitélio superficial e revestimento das criptas - na 20º semana o mesênquima em volta das criptas se diferenciam em tecido linfoide- serão os nódulos linfáticos da tonsila palatina.
 
  Terceira Bolsa Faríngea: Ela se expande, na parte dorsal bulbar compacta, e ventral oca. Sua conexão com a Faringe se degenera, na sexta semana, o epitélio de cada porção bulbar dorsal se diferencia na paratireoide inferior. O epitélio da porção ventral, prolifera e oblitera as cavidades. Reunem-se no plano mediano para formar o Timo. Mais tarde paratireoides se separam do Timo e vão para a parte dorsal da Tireóide.

   Histogênese do Timo : É um órgão linfoide primário que se desenvolve a partir de células epiteliais do endoderma do terceiro par de bolsas faríngeas e do mesênquima (dentro dele cresce tubos de células epiteliais). Esses tubos serão os lóbulos do timo. E algumas células se formarão em corpúsculos de Hassall. Mesênquima entre os tubos epiteliais serão septos incompletos entre os lóbulos. Logo aparecem linfócitos nos interstícios das células epiteliais(derivados das células-tronco hematopoiéticas). Mesênquima, certas células epiteliais, e uma célula muscular derivam de células da crista neural. O crescimento e desenvolvimento não estão completos no nascimento, e é grande no período pré-natal. No adulto ele sofre involução, mas é essencial para a saúde, produz hormônios e precursor de linfócitos T.

  Quarta Bolsa Faríngea: Também tem uma parte dorsal bulbar e outra ventral alongada. Na parte dorsal bulbar será a paratireoide superior. Como a Paratireoide inferior acompanha o Timo, ela está na parte mais inferior da parte dorsal na Tireóide.

  Histogênese das Paratireoides: Epitélio das terceira e quarta bolsas faríngeas, se proliferam na parte dorsal e na quinta semana formam pequenos nódulos. Mesênquima cresce neles e formam rede capilar. As células principais se diferenciam no embrião e acredita-se que regulam o metabolismo do cálcio. Células oxífilas se diferenciam de 5 a 7 anos após nascimento. Na porção ventral, forma corpo ultimofaríngeo se fundindo com a tireoide, e suas células se difundem formando as células parafoliculares (elas se derivam das células da crista neural), essas células parafoliculares ou células C, produzem calcitonina(regulam nível de cálcio).

  Sulcos Faríngeos

  
Eles são a parte externa dos arcos faríngeos, dividindo cada arco. Durante a quarta e quinta semana, tem quatro sulcos(fendas) faríngeas a cada lado. Somente um par continua na idade adulta, que é o primeiro par formando o meato acústico externo. Os outros sulcos ficam numa depressão em forma de fenda, chamada seio cervical que desaparece com a formação do pescoço.


  Membranas Faríngeas
   
  Está no soalho dos sulcos faríngeos, se formam quando epitélio dos sulcos e bolsas se encontram. Ectoderma dos sulcos e endoderma das bolsas são separados por mesênquima.A única que permanece na idade adulta é a primeira membrana faríngea, que junto com o interposto de mesênquima, formam membrana timpânica.

  Desenvolvimento da Língua

  
Final da quarta semana, ocorre uma elevação no meio ou mediana no soalho da faringe primitiva, anterior ao forame cego. Esta elevação que é o broto lingual mediano(tubérculo ímpar) primeira indicação do desenvolvimento da língua. Logo depois, forma dois brotos linguais distais (saliências linguais laterais), se desenvolve a cada lado do broto lingual mediano. Esses três brotos resultam da proliferação do mesênquima nas porções ventromediais do primeiro par de arcos faríngeos. Os dois brotos linguais distais se fundem e formam os dois terços anteriores da língua (parte oral), o que fica no meio deles, internamente se chama septo lingual fibroso. O broto lingual mediano não forma nenhuma parte da língua adulta. A formação do terço posterior da língua (parte faríngea) é indicada por duas elevações que se desenvolvem caudalmente ao forame cego: A cópula(desaparece) e a saliência hipofaríngea(vai formar a parte faríngea da língua). Linha de fusão das partes anteriores e posteriores se chama sulco terminal em forma de V. Os músculos derivam dos mioblastos que migram dos miótomos occipitais. O nervo hipoglosso (XII) ele inerva os mioblastos a medida que a língua se desenvolve. Está completamente dentro da boca no nascimento, e aos 4 anos de idade seu terço posterior desce para a orofaríngea.

  Papilas linguais> Final da oitava semana
Papilas circunvaladas e foliáceas- São as primeiras, próximas aos ramos terminais do nervo glossofaríngeo (IX)
Papilas fungiformes-junto das terminações do ramo da corda do tímpano do nervo facial(VII)
Papilas filiformes(muito delgadas)-no período fetal inicial, sensíveis ao tato por terminações nervosas.
Corpúsculos gustativos- durante a 11º e 13º semanas (período fetal) por interação indutiva das células epiteliais da língua e as células nervosas gustativas do nervo da corda do tímpano(nervo do segundo arco faríngeo, o facial), glossofaríngeo e do vago. Na superfície dorsal da língua, palatoglosso, palato, posterior à epiglote e parede posterior da orofaringe. Com 26 a 28 semanas o feto já percebe o gosto amargo.(corpúsculos gustativos e músculos faciais já estabelecem conexão).

resumindo: 1 arco: brotos distais e mediais
                  2 arco: cópula
                  3 e 4:saliência hipofaríngea

   Inervação da Língua

 
Acompanha o seu desenvolvimento.

Primeiros arcos faríngeos formam os brotos mediais e distais que serão os dois terços anteriores -> Como o primeiro arco faríngeo é inervado pelo nervo V trigêmeo, o ramo mandibular dele inerva a parte oral da língua.
Os segundos arcos faríngeos formam a cópula, e são inervados pelo nervo VII facial, porém, na língua seu ramo da corda do tímpano supre os corpúsculos gustativos nos dois terços anteriores da língua.
Como a cópula é componente do Segundo Arco, só que ela é recoberta pelo Terceiro arco. E então o nervo Facial não inerva ela.
Na parte oral da língua, as papilas circunvaladas são inervadas pelo nervo glossofaríngeo (IX) do terceiro arco faríngeo. Terço posterior da língua é pelo nervo glossofaríngeo (IX) do terceiro arco faríngeo, ramo laríngeo superior pelo nervo vago (X) do quarto arco faríngeo, supre uma pequena área da língua, anterior à epiglote(nervo vago X), todos os músculos da língua pelo nervo hipoglosso (XII), EXCETO o palatoglosso (nervo vago X).  

 Desenvolvimento das Glândulas Salivares

  
Se desenvolvem durante a sexta e a sétima semana, começam como brotos epiteliais maciços que se formam na cavidade oral primitiva. A extremidade desses brotos epiteliais crescem no mesênquima subjacente, e o tecido conjuntivo é derivados das células da crista neural e o tecido parenquimatoso(secretor) é por proliferação do epitélio oral.

 Parótidas- As primeiras, início da sexta semana. Brotos do ectoderma, juntos aos ângulos do estomodeu.
 Submandibulares- final da sexta semana, brotos endodérmicos no assoalho do estomodeu.
 Sublingual- No início da oitava, brotos de epitélios do sulco paralingual.

 Desenvolvimento da FACE

 
Primórdios no início da quarta semana em torno no estomodeu.
 Depende: da indução de centros organizadores do prosencéfalo e rombencéfalo.
 Cinco primórdios da face aparecem como saliências em torno do estomodeu : (porque é em torno dessas saliências que vai ter a proliferação de mesênquima e a formação das estruturas da face).

 Saliência frontonasal, Saliências maxilares(pares), Saliências mandibulares(pares).

 Os pares de saliências derivam do primeiro arco faríngeo, pela proliferação das células da crista neural.

 A saliência frontonasal(SFN) circunda a parte ventrolateral do encéfalo anterior, que origina as vesículas ópticas(formam os olhos), A parte frontal da SFN, forma a testa, a parte nasal da SFN forma o limite rostral do estomodeu(boca primitiva e o nariz), saliências maxilares (limites laterias do estomodeu), e a saliência mandibular(limite caudal da boca).
 Mandíbula e lábio inferior são as primeiras partes da face a se formar.(fusão das saliências mandibulares no meio). Ao final da quarta semana, acontece um espessamento no ectoderma bilateralmente formam os placoides nasais(futuro nariz). Depois formam as saliências nasais, e depois as fossetas nasais. O desenvolvimento do mesênquima da saliência maxilar, na parte medial desloca as saliências nasais em direção ao meio. E cada saliência nasal lateral, é separada da maxilar pelo sulco nasolacrimal. Final da quinta semana, em torno do primeiro arco faríngeo forma primórdio da aurícula e meato acústico externo. Ao final da sexta semana, cada saliência maxilar se funde com a saliência nasal lateral ao longo da linha do sulco nasolacrimal. Forma-se o ducto nasolacrimal a partir de espessamento ectodérmico no soalho do sulco nasolacrimal. Entre a 7 e 10 semana, tem a fusão das saliências nasais mediais, laterais e maxila. E a continuidade da saliência nasal lateral, com maxila, lábio. E separa a fosseta nasal com o estomodeu. Na fusão da saliência nasal medial, forma o filtro do lábio superior, na pré-maxila e gengiva associada e ao palato primário.

   RESUMO:

 SFN: Testa, dorso e ápice do nariz
 Nasais laterais: lados do nariz ou asas do nariz
 Nasais mediais: septo nasal, etmoide e placa cribriforme
 Maxila: regiões superiores da bochecha, e maior parte do lábio superior
 Mandibular: Queixo, lábio inferior, regiões inferiores das bochechas.

 Sulco labiogengival- lábio e gengiva. Persiste como o freio do lábio superior para ligar lábio e gengiva.
 
  Desenvolvimento das Cavidades Nasais: 

 À medida que a face se desenvolve os placoides nasais tornam-se deprimidos formando as fossetas nasais, a proliferação do mesênquima subjacente forma as saliências nasais mediais e laterais. Dentro dessas saliências tem o saco nasal que será a cavidade nasal. Estão separados da boca pela membrana oronasal, se rompe ao final da 6º semana. E a comunicação com a boca se dá pelas coanas primitivas perto do palato primário. Coanas na parede lateral da cavidade nasal, depois o epitélio se especializa para se tornar olfatório, axônios de células olfativas levam para o bulbo olfatório.

Desenvolvimento do Palato

  O palato se desenvolve em dois estágios:
Palato primário
Palato secundário

   Se inicia no final da 5º semana até 12º semana, período crítico vai do final da sexta semana até início da nona semana.

   Palato Primário: No início da sexta semana, inicia com a fusão de saliências nasais mediais, a partir da porção profunda do segmento intermaxilar da maxila. Forma a parte pré-maxilar da maxila e gengiva associada. Parte central do lábio superior, uma pequena parte do palato duro no adulto.

   Palato Secundário: Primórdio das partes duras e moles, ele se desenvolve no início da sexta semana a partir de processos palatinos laterais, durante a 7 e 8 semana eles se fundem. Tem a fusão destes com o palato primário na porção anterior e com o septo nasal. Começa formando osso no palato primário, alojando dentes incisivos. Osso avança até os palatos laterais para formar o palato duro. Parte posterior desse processo não ossificadas vão além do septo nasal fundindo-se para formar o palato mole, que o final é a úvula. A fossa incisiva é um canal do palato com a cavidade nasal que persiste no adulto. Fusão do septo nasal com o palato, acontecesse na nona semana e termina na 12 semana.